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Cefaleia do tipo tensional

  • Dra. Maria Alice Bicalho
  • 30 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

A cefaleia do tipo tensional é o tipo de dor de cabeça mais prevalente na população em geral e a segunda doença mais prevalente no mundo.


As crises de dor são tipicamente em aperto, de intensidade leve a moderada, bilaterais, e de duração variável (meia hora a muitos dias). Em alguns casos podem trazer bastante prejuízo à qualidade de vida do paciente.


A fisiopatologia da cefaleia tensional envolve muitos fatores, tanto ambientais quanto genéticos, mas seu mecanismo é incerto. A genética tem um papel mais importante no desenvolvimento da cefaleia tensional crônica (que ocorre mais de 15 dias no mês). Estresse emocional parece ser o fator precipitante mais comum.


O diagnóstico é clínico, feito pela história e exame físico. Exames complementares nem sempre serão necessários. O dolorimento dos músculos pericranianos (cabeça, pescoço e ombros) é a alteração mais encontrada no exame físico, e está associada tanto à intensidade quanto à frequência das crises de dor.


É comum encontrar pacientes que tenham mais de um tipo de dor de cabeça, como a tensional e a enxaqueca associadas. Por isso, a história clínica detalhada é muito importante.


Assim como na enxaqueca, existem dois tipos de tratamentos para a cefaleia do tipo tensional: o sintomático, quando o paciente toma alguma medicação para interromper a crise de dor, e o profilático, quando o paciente é orientado a usar uma medicação de forma contínua para reduzir a intensidade e a frequência das crises. O tratamento profilático geralmente é indicado para paciente com crises muito frequentes ou que prejudicam sua qualidade de vida de forma significativa.


Além do tratamento medicamentoso, é muito importante que o paciente conheça os fatores que desencadeiam suas crises de dor, e faça mudanças em seus hábitos de vida para evitá-los.


Dra. Maria Alice Bicalho

CRM 71948

 
 
 

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